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Úrsula Adair Depetris

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Úrsula Adair Depetris

Úrsula Adair Depetris, pessoa de Grande Importância na história do artesanato e da Cultura de Apiaí.
nascida no dia dezessete de dezembro de mil novecentos e quarenta e três, é filha de uma família humilde e trabalhadora de origem italiana. Seu nome foi escolhido para homenagear sua avó que também se chamava Úrsula. Dona Úrsula quando pequena tinha o apelido de “negra”, um jeito carinhoso que seu pai a chamava para ir à escola. Seus pais eram carinhosos e nunca precisavam aumentar o tom de voz ou bater nela porque era bastante obediente. Ela gostava muito de seus avós e adorava comer polenta frita que sua avó fazia. Também ajudava sua mãe nos afazeres de casa e a observava costurar e depois costurava escondido dela. Aprendeu com a sua tia bordar e quando ia lavar a roupa no rio, enquanto esperava “corar” as roupas, bordava seus panos que guarda até hoje. Quando era criança adorava brincar e fazer travessuras… Brincava com seu irmão de açougue; ele era o dono e ela era a freguesa; brincavam de carrinho, adorava também andar de bicicleta nas descidas. Naquela época faziam seus próprios brinquedos ou inventavam suas brincadeiras. Dona Úrsula fez uma boneca que guarda com muito carinho e que foi um dos melhores artefatos que tem de sua infância, mesmo sem saber que no futuro ela seria uma artesã muito querida e famosa. Ela nos contou que gostava de pular da ponte do rio Ribeira e atravessá-lo nadando; também gostava de subir em árvores. Dona Úrsula começou as séries iniciais, o primário como diziam antigamente, em Curitiba e terminou em Ribeira. Ela não se lembra de sua primeira professora, só lembra-se de sua diretora que era muito brava. Na escola ela tinha um grupo de “amigas” em que ninguém podia chorar senão sairia do grupo. Lembra também que os meninos caçoavam dela porque ela falava cantando e a chamavam de “ursa”, mulher do “urso” e isso a deixava muito magoada. Durante o recreio tinha colegas ricos e pobres, e eles trocavam seus lanches só para os “ricos” experimentarem o que elas traziam para comer. Na sua juventude ajudava seu pai no armazém e sua mãe a cuidar dos serviços de casa. Gostava de observar sua tia fazer deliciosos quitutes e doces. Dona Úrsula trabalhava muito e nos finais de semana ia às festas e bailes, passeava com as amigas na Praça de Ribeira; lá os moços sentavam de um lado e as moças do outro; como a luz era fraca os moços andavam com uma lanterna para iluminar o caminho. Num determinado dia um deles apontou a lanterna para dona Úrsula e lhe disse: – Linda Nesse momento ficou muito envergonhada com a cena, mas mesmo assim se apaixonaram, namoraram e quando completou dezesseis anos casaram-se e hoje mora em Apiaí. Desse casamento surgiram seis filhos lindos, dezesseis netos e dois bisnetos. Ela afirma que: “cada um é de um jeito e amo todos por igual”. Com muito orgulho ela nos conta sobre seu trabalho e lembra que tinha um bar chamado “Estrela” famoso na cidade de Apiaí por ter deliciosos salgados e ser um ponto de ônibus; trabalhou no Hotel Apiaí, na prefeitura e na Casa do Artesão. Dona Úrsula gosta de fazer arte, bordar, pintar, cozinhar… Ela deu aulas de artesanato na região e também aprendeu muito com seus alunos, principalmente trabalhar com o barro que acha difícil; sua melhor arte foi a “Moringa Tripé”. Ela guarda várias peças que foram exportadas e apreciadas pelos visitantes; hoje tem um “museu de acervos”. Ela foi homenageada pelo saudoso governador Mário Covas no Dia Internacional da Mulher pelo seu trabalho de artesã. Fundou o Clube da Vovó para que elas saíssem para se divertir com as amigas. Também participa do Clube dos Japoneses que tem em Apiaí e disse ser a única brasileira a frequentar esse clube. Construiu no quintal de sua casa uma casinha de barro batido para seus netos brincarem. Dona Úrsula é presidente dos artesãos do Alto Vale do Ribeira, “Casa dos Artesãos” e disse estar feliz que neste ano de 2011 irão receber ajuda da Camargo Corrêa. Terminando a história dona Úrsula nos relata que seu maior sonho é criar uma casa de repouso para os idosos e ter uma boa saúde para dançar e um dia conhecer o cantor Roberto Carlos. “Pra ser feliz não precisa de riquezas, fartura é ter felicidade”. D. Úrsula.