Cresce número de casos de AIDS/HIV em Apiaí

Publicado em 11 de junho de 2019
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Em quatro anos, os casos de AIDS/HIV cresceram cerca de 400% em Apiaí. Essa foi a informação passada pela coordenadora da Vigilância Epidemiológica, Isabela Coscia, que fez um levantamento dos casos entre 2015 a maio deste ano. Nos anos anteriores, segundo a coordenadora, eram registrados no município 1 a 2 casos do vírus por ano, tendo um aumento de 400% só nos primeiros cinco meses deste ano, com 9 casos já registrados.

HIV é a sigla utilizada para identificar o vírus da imunodeficiência humana. Esse vírus pode levar à síndrome da imunodeficiência adquirida (AIDS) que é um vírus que ataca o sistema imunológico e interfere na capacidade do organismo de combater infecções, ou seja, esse vírus pode deixar a pessoa mais propensa a se contaminar com doenças graves, como tuberculose, pneumonia, diarreia e outras doenças e infecções que podem causar a morte. No entanto, o fato de alguém ser HIV positivo não significa que ele tem AIDS, isso porque algumas pessoas podem viver anos sem apresentar sintomas e muito menos desenvolver a doença, mas podem transmitir o vírus.

Portanto, números como esse são alarmantes para o município. Dessa forma, a Secretaria de Saúde juntamente do Departamento de Vigilância Epidemiológica vem trabalhando com campanhas para conscientizar a população. “Há formas de prevenir, hoje há preservativos à disposição em todas as unidades básicas de saúde, logo todos tem acesso, então tem como evitar. As pessoas ainda acham que quem vê cara vê AIDS, mas não vê. Então eu posso achar que determinado aspecto de uma pessoa faz com que ela tenha mais chance de ser portadora, e não é assim. Não tem grupo de risco, todos nós corremos o risco de ter AIDS”, afirma a coordenadora e responsável pela pesquisa.

De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), mais de um milhão de pessoas entre 15 e 49 anos contraem doenças sexualmente transmissíveis (DSTs) todos os dias. Esses números são de doenças como clamídia, gonorreia, tricomoníase e sífilis, dessa forma, o número de casos de AIDS servem também como um alerta, uma vez que essas doenças são transmitidas da mesma forma.
Para isso, todas as unidades de saúde do município estão trabalhando com testes rápidos para AIDS, no caso de positivo ou indeterminado, os responsáveis pela unidade encaminham o paciente para o laboratório para fazer o exame complementar e, se ainda assim der positivo, para o tratamento no Serviço de Assistência Especializada em HIV/AIDS (SAE) de Itapeva. Esse serviço é referência no Estado e fornece tratamento e medicação para os portadores da doença.

“Em termos de AIDS a gente tem uma cobertura de saúde muito boa. Tem como prevenir, tem informação e seguimento, mas a gente quer que as pessoas não contraiam a doença e se cuidem. Nós estamos com uma geração criada na época do coquetel com a ideia de “se eu pegar eu trato”, mas apesar de hoje nós termos um controle de AIDS muito bom, essa não deixa de ser uma doença grave, com índice de mortalidade importante”, alerta Isabela.

Assessoria de Imprensa